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Da Itália a MT: conheça casal de professores que dizem terem sido 'perseguidos' por Santo Antônio

Bruno e Bruna dizem que a devoção a Santo Antônio começou antes mesmo de se conhecerem e relembram uma série de coincidências que marcou a história do ca...

Da Itália a MT: conheça casal de professores que dizem terem sido 'perseguidos' por Santo Antônio
Da Itália a MT: conheça casal de professores que dizem terem sido 'perseguidos' por Santo Antônio (Foto: Reprodução)

Bruno e Bruna dizem que a devoção a Santo Antônio começou antes mesmo de se conhecerem e relembram uma série de coincidências que marcou a história do casal. Reprodução Para os professores universitários Bruno Zucherato e Bruna Albuquerque, a devoção a Santo Antônio surgiu de forma inesperada. O casal costuma brincar que não foram eles que escolheram o santo como padroeiro, mas que foi Santo Antônio quem os escolheu como devotos. A história começa muito antes dos dois se conhecerem. As famílias de ambos têm origem na mesma região da Itália, próxima à cidade de Pádua, onde está sepultado Santo Antônio. Entre avós, bisavós e outros parentes, a devoção ao santo atravessou gerações. O vínculo era tão forte que, nos dois lados da família, havia parentes batizados com o nome Antônio, além de imagens, terços e outras lembranças ligadas ao padroeiro. Anos depois, uma mudança para Portugal aproximou o casal ainda mais da trajetória do santo. Bruno foi estudar na Universidade de Coimbra e descobriu que Santo Antônio também havia estudado e lecionado na instituição séculos antes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Apesar da tradição familiar, os dois afirmam que nunca foram especialmente religiosos. A relação com o santo, no entanto, ganhou força durante um período em que moraram em Portugal. O casal foi morar justamente na freguesia de Santo António dos Olivais, local onde o santo exerceu parte de sua vida religiosa. A igreja onde ele celebrava missas ficava próxima da residência dos dois. "Tinha a igreja, tinha a festa do santo, tinha toda aquela presença no cotidiano. Aos poucos fomos nos aproximando mais da devoção", recorda Bruno. Durante o período em que viveram na Europa, eles também visitaram Pádua. Na ocasião, ainda noivos, receberam uma bênção especial para as alianças na Basílica de Santo Antônio. A mudança para Barra do Garças trouxe uma nova surpresa. Sem carro na época, o casal decidiu morar em uma região central da cidade para facilitar a locomoção. Escolheram um imóvel em frente à Praça da Matriz. Quando chegaram ao local, tomaram um susto: a igreja diante da nova casa era dedicada justamente a Santo Antônio. "Naquele momento a gente se rendeu. Pensamos: ele já estava presente o tempo todo. A gente costuma dizer que Santo Antônio passou a vida inteira nos perseguindo. Depois de tantas coincidências, resolvemos adotá-lo definitivamente como nosso santo padroeiro. Então resolvemos assumir essa devoção. No buquê da Bruna tinha inclusive uma lasca do pau do Santo para abençoar a união. Sentimos que ele acompanhou toda a nossa trajetória", lembra Bruno. Desde então, o casal passou a participar das novenas e trezenas em homenagem ao santo e incorporou a devoção à rotina da família. No casamento, realizado anos depois, uma relíquia ligada a Santo Antônio também esteve presente no buquê da noiva, a famosa 'lasca de Santo Antônio'. Hoje, eles participam ativamente da tradicional Festa de Santo Antônio no município e veem a sequência de coincidências como um sinal de proteção. "Eu e a Bruna brincamos que não fomos nós que escolhemos Santo Antônio como padroeiro. Foi ele que escolheu a gente como devoto. Os advogados chamariam isso de uma devoção culposa, quando você acaba se tornando devoto sem ter essa intenção", brincou Bruno. 73ª edição da festa de Santo Antônio Festa de Santo Antônio é reconhecida como patrimônio histórico de MT e cidade faz evento É nesse clima de fé e devoção que a tradicional Festa de Santo Antônio chega à 73ª edição em 2026. Iniciada em 29 de maio, a programação será encerrada neste domingo (14), reunindo milhares de fiéis em homenagens ao padroeiro com missas, procissões e manifestações culturais. Neste ano, a celebração tem um significado ainda mais especial. Esta é a primeira edição realizada após o reconhecimento da festa como patrimônio histórico, cultural e imaterial de Mato Grosso, reforçando a importância da tradição para a identidade religiosa e cultural de Barra do Garças. Anos depois, uma mudança para Portugal aproximou o casal ainda mais da trajetória do santo. Reprodução